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perdidonasciprocurandocrescimeachandomorri.
Escrito por Glênio Guimarães às 17h39
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Há quem pense e há quem diga Que a vida é pra ser vivida Não dividida em antes e depois Porque é agora É sempre um sempre
Escrito por Glênio Guimarães às 13h52
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Até o fim
Eu me divido entre vícios e virtudes.
Vou e volto amiúde, sem constrangimento.
Porque é hoje.
Amanhã ninguém sabe.
Eu vou até o fim.
Ninguém sabe, mesmo.
Escrito por Glênio Guimarães às 18h26
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à lúcida: a lúdica, quero cuidá-la.
Ela tem tanto talento Que, pensando nisso, eu penso Que mais do que ser forte É preciso muita sorte Pra testemunhar esse momento Essa luz que a deixa acesa Essa graça quando vai e volta Esse ardor que a deixa morta O grito quando se queda presa E se solta, e ri, e dorme.
Escrito por Glênio Guimarães às 15h26
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eupatia
Aqui é um lugar onde não me sinto tão estranho Onde as pessoas e as coisas têm um tamanho não maior - nem menor - do que aquele que têm Aqui não corto os pulsos por alguém que parte Nem engulo em seco por ouvir que homem não chora Aqui, quase nada é desproporcional ou desmedido Não me sinto ferido pela aspereza E a delicadeza não me faz sentir seduzido Aqui as coisas não estão erradas por serem deste ou daquele jeito Tudo tem um quê de perfeito e não se torna menos aprazível pelos defeitos que tem Aqui não criam-se aporismos nem é déspota o desespero Não morro por não ser o primeiro Não chego por último como prova de humildade Dividem espaço, harmoniosamente, Dissimulação e verdade, rompantes e silêncios Aqui, sobre a porta, do lado de fora, pus uma placa onde pode-se ler: "Consciência".
Escrito por Glênio às 15h55
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blue sued shoes
Tudo o que falei te pertence mas, por favor, não pense que eu joguei sempre limpo. Quando te propus amizade, a bem da verdade, te queria comigo. Enquanto tinha sola, corria quando dei por mim já nem estava na estrada. Quando tinha medo chorava, quando achei teus olhos não temia mais nada.
Escrito por Glênio às 18h44
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agravo
morrer, eu não digo. mas, hibernar por uns seis meses, quem sabe? tudo bem, eu nem ligo. morrer, eu não digo. eu agravo.
Escrito por Glênio às 15h32
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premonições
Quando eu não tenho um insight ela diz: "- All right. Come back to the bed, honey. A noite se foi, é hora de dormir."
Escrito por Glênio às 12h09
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pensava a chuva
Eu ‘tava ali, Olhando a chuva E a chuva veio vindo. Eu ‘tava ali, Pensando a chuva E a chuva veio sendo. Eu ‘tava ali, Chorando(, e) a chuva E a chuva caiu sorrindo.
Escrito por Glênio às 00h06
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pretexto
eu resolvi parar não falo, nem escrevo nem dou a entender pelo menos, até aprender esta outra língua que, embora seja dona de semelhança fonética não reconhece, na minha linguagem a tangente pseudo-poética.
Escrito por Glênio às 18h44
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casa nova
a pior dor a pior rima a pior métrica morte súbita, sem direito à tréplica cova rasa, inóspita casa nova ficam para a posteridade o retrato e a imensa saudade.
Escrito por Glênio às 02h34
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ploft!
Felicidade é situação pueril e bela Tão leve, tão singela Que qualquer sobressalto Pode jogá-la pela janela
Escrito por Glênio às 06h29
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heresia
Valei-me, Nossa Senhora! Pois Santo Antônio ficou atônito Quando Sant’Ana me deixou ir além De onde São Bento permitia Valei-me, Nossa Senhora! Pois o Santo Antônio ficou uma noite sem dormir Enquanto Sant’Ana me zelava o sono E São Bento insistia em me chamar a atenção Valei-me, Nossa Senhora! Pois tive medo que o Santo Antônio me expulsasse Pelo fervor de minha devoção Mas Sant’Ana abriu-me os braços E São Bento me deu seu perdão.
Escrito por Glênio Guimarães às 17h56
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mrs. Tecnicolor
Antes de ser, sequer cor tinha. Agora, tudo isso: Tanta lata, tanta tinta. E eu fui ver no que dava E, lá, tinta tinha. Tanta tinta lá tinha Que eu esbocei a dela E ela pintou a minha.
Escrito por Glênio Guimarães às 16h11
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contradição
Quisera querer me apaixonar irracionalmente. Mas eu quero ser poeta Que abre mão de ter pra si pra ter, distante, Motivo que o sustente.
Escrito por Glênio Guimarães às 01h53
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